Apresentaremos os 2 padrões, AKC e FCI, ambos iguais em todos os itens, entretanto consideramos o AKC mais didático por ser ilustrado.
PADRAO AMERICANO : CLIQUE NO LINK https://www.samoyedclubofamerica.org/wp-content/plugins/cf-fileprotect/access.php?path=/wp-content/uploads/2017/02/JE-Samoyed-Standard-020317.pdf
PADRÃO FCI – CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CINOFILIA Fédération Cynologique Internationale
GRUPO 5
Padrão FCI No 212 09/01/1999
Padrão Oficial da Raça
SAMOIEDA A
(SAMOIEDSKAÏA SABAKA)
Esta ilustração não representa necessariamente o exemplo ideal da raça.
CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CINOFILIA
Filiada à Fédération Cynologique Internationale
TRADUÇÃO: Suzanne Blum.
REVISÃO: Claudio Nazaretian Rossi.
PAÍS DE ORIGEM: Norte da Rússia e Sibéria.
PAÍS PATRONO: União dos Países Nórdicos / NKU.
DATA DE PUBLICAÇÃO DO PADRÃO OFICIAL VÁLIDO: 22.07.1997. UTILIZAÇÃO: Tração de trenó e companhia.
CLASSIFICAÇÃO F.C.I.: Grupo 5 – Cães do tipo Spitz e tipo Primitivo. Seção 1 – Cães Nórdicos de Trenó.
Sem prova de trabalho.
NOME NO PAÍS DE ORIGEM: Samoiedskaïa Sabaka.
Sergio Meira Lopes de Castro
Presidente da CBKC
Roberto Cláudio Frota Bezerra
Presidente do Conselho Cinotécnico
Importante: Essatraduçãoéapenasparagerarumafacilidadeaosinteressados que não dominam os idiomas oficiais da FCI.
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Atualizado em: 09 de março de 2015.
St. FCI No 212 – 09.01.1999
SAMOIEDA
(Samoiedskaïa Sabaka)
BREVE RESUMO HISTÓRICO: O nome Samoieda deriva das Tribos Samoyed do norte da Rússia e da Sibéria. Na parte ao sul da área, eles usavam cães brancos, pretos e marrons particolor como cães pastores; na parte ao norte, os cães eram brancos puros, tinham um bom temperamento e eram usados como cães de caça e de trenó. Os cães Samoiedas viviam perto de seus donos, dormiam dentro dos abrigos e serviam como aquecedores. O zoólogo britânico Ernest Kilburn Scott passou 3 meses entre as tribos Samoiedas em 1889. Ao retornar para a Inglaterra, levou consigo um filhote macho marron chamado “Sabarka”. Mais tarde ele importou uma fêmea chamada “Whitey Petchora” da parte ocidental do Ural e um macho branco chamado “Musti” da Sibéria. Esses poucos cães e aqueles levados pelos exploradores são a base para os Samoiedas ocidentais. O primeiro padrão foi escrito na Inglaterra em 1909.
APARÊNCIA GERAL: De tamanho médio, elegante, um Spitz Ártico branco. Sua aparência dá a impressão de força, resistência, graça, agilidade, dignidade e segurança. A expressão chamada “sorriso do Samoieda” é formada pela combinação da forma dos olhos com sua posição, e os cantos da boca ligeiramente curvados para cima. O sexo deve estar claramente definido.
PROPORÇÕES IMPORTANTES: O comprimento do corpo é aproximadamente 5% maior do que a sua altura na cernelha. A profundidade do corpo é ligeiramente menor do que a metade da altura na cernelha. O focinho é aproximadamente do mesmo comprimento que o crânio.
COMPORTAMENTO / TEMPERAMENTO: Amigável, aberto, alerta e cheio de vida. O instinto de caça é muito leve. Nunca tímido ou agressivo. Muito social e não pode ser usado como cão de guarda.
CABEÇA: Poderosa e cuneiforme.
REGIÃO CRANIANA
Crânio: Visto de frente e de perfil, é ligeiramente covexo. Largo entre as orelhas. Sulco entre os olhos ligeiramente visível.
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St. FCI No 212 – 09.01.1999
Stop: Claramente definido, mas não muito proeminente.
REGIÃO FACIAL
Trufa: Bem desenvolvida; de preferência preta. Durante alguns períodos do ano, a pigmentação da trufa pode ficar mais clara, o assim chamado “nariz de neve”. Ela sempre deve ser escura em sua borda.
Focinho: Forte e profundo; de comprimento quase igual ao do crânio, afilando gradualmente até a trufa; nem pontudo nem pesado ou quadrado. Cana nasal reta.
Lábios: Bem aderentes e cheios. A linha dos lábios é levemente recurvada nas comissuras, criando o característico “sorriso do samoieda”.
Maxilares / Dentes: Regular e completa mordedura em tesoura. Dentes e maxilares fortes. Dentição normal.
Olhos: Marrom escuros, bem inseridos nas órbitas, colocados separados, ligeiramente oblíquos e de forma amendoada. A expressão é “sorridente”, gentil, alerta e inteligente. Pálpebras bem pigmentadas de negro.
Orelhas: Eretas, mais para pequenas, triangulares, espessas e ligeiramente arredondadas nas pontas. Devem ter mobilidade; inseridas altas; devido à largura do crânio, bem separadas.
PESCOÇO: Forte, de comprimento médio e de porte orgulhoso.
TRONCO: De comprimento ligeiramente maior que sua altura na cernelha; profundo
e compacto, porém flexível.
Cernelha: Claramente definida.
Dorso: De comprimento médio, musculoso e reto; nas fêmeas, ligeiramente mais longo que nos machos.
Lombo: Curto, muito forte e definido.
Garupa: Cheia, forte, musculosa e levemente oblíqua.
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St. FCI No 212 – 09.01.1999
Peito: Largo, profundo e longo, alcançando quase os cotovelos. Costelas bem arqueadas.
Linha inferior: Moderadamente esgalgada.
CAUDA: Inserida alta. Em atenção ou em movimento, é portada curvada para a frente sobre o dorso ou de lado; em repouso, quando portada pendente, chega a alcançar o nível dos jarretes.
MEMBROS
ANTERIORES
Aparência Geral: Bem colocados, musculosos e de ossatura forte. Vistos de frente, retos e paralelos.
Ombros: Longos, firmes e oblíquos.
Braços: Oblíquos e bem ajustados ao corpo; aproximadamente tão longos quanto os ombros.
Cotovelos: Bem ajustados ao corpo.
Carpos: Fortes, mas flexíveis.
Metacarpos: Ligeiramente oblíquos.
Patas: Ovais com dedos longos, flexíveis e bem direcionados para a frente. Dedos arqueados são fortes e flexíveis.
POSTERIORES
Aparência geral: Vistos por trás, apresentam-se aprumados, paralelos e fortemente musculosos.
Coxas: De tamanho médio, largas e musculosas.
Jarretes: Descidos e bem angulados.
Joelhos: Bem angulados.
Metatarsos: Curtos, fortes, verticais e paralelos.
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St. FCI No 212 – 09.01.1999
Patas: Como as anteriores, os ergôs devem ser removidos.
MOVIMENTAÇÃO: Poderosa, livre, aparentemente incansável, com bom alcance. Boa propulsão dos posteriores.
PELAGEM
Pelo: Profuso, espesso; densa pelagem polar. O Samoieda é um cão com pelagem dupla, com subpelo curto, macio e denso. O pelo de cobertura é mais longo, mais áspero e reto. O pelo forma uma juba em torno do pescoço e sobre os ombros, emoldurando a cabeça, principalmente, nos machos. Na cabeça e nas partes dianteiras, o pelo é mais curto e macio. Na face externa das orelhas, o pelo é curto, reto e macio. O interior das orelhas é bem forrado. Na parte traseira das coxas, o pelo forma um culote. Nos espaços interdigitais, encontram-se os pelos de proteção. A cauda é abundantemente revestida. Nas fêmeas, a pelagem é freqüentemente mais curta e de textura mais suave do que nos machos. A correta textura da pelagem deve sempre ter um especial lustre brilhante.
COR: Branco puro, creme ou branco com biscoito (a cor de fundo deve ser branca com ligeiras marcas biscoito). Jamais deve dar a impressão de ser bege.
TAMANHO
Altura na cernelha: Machos de 57 cm com tolerância de +/- 3 cm. Fêmeas de 53 cm com tolerância de +/- 3 cm.
FALTAS: Qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade e seus efeitos na saúde e bem estar do cão.
• Visíveis faltas de estrutura.
• Ossatura leve.
• Características sexuais indefiníveis.
• Mordedura em torquês.
• Olhos amarelos.
• Orelhas macias.
• Costelas em barril.
• Cauda em gancho duplo.
• Pernas curtas.
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St. FCI No 212 – 09.01.1999
• Pernas tortas ou jarretes de vaca.
• Pelo ondulado ou curto, longo, macio ou pelagem pendente.
• Indiferença.
FALTAS GRAVES
• Falta de pigmentação nas bordas dos olhos ou nos lábios.
FALTAS DESQUALIFICANTES
• Agressividade ou timidez excessiva.
• Todo cão que apresentar qualquer sinal de anomalia física ou de comportamento deve ser desqualificado.
• Olhos azuis ou de cores diferentes.
• Prognatismo superior ou inferior.
• Orelhas não eretas.
• Qualquer cor de pelagem não descrita neste padrão.
• Temperamento tímido ou agressivo.
NOTAS:
• Os machos devem apresentar os dois testículos, de aparência normal, bem
descidos e acomodados na bolsa escrotal.
• Somente os cães clinicamente e funcionalmente saudáveis e com conformação típica da raça deveriam ser usados para a reprodução.
As últimas modificações estão em negrito.
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St. FCI No 212 – 09.01.1999
ASPECTOS ANATÔMICOS
8
crânio olho
stop cara
cana nasal trufa focinho
maxilar superior queixo
orelha
nuca crista
pescoço escápula
cernelha dorso
linha cotovelo inferior
peito /caixa torácica
lombo
garupa
maxilar inferior comissura labial
bochecha garganta
ponta do ombro ponta do peito
braço esterno
antebraço punho metacarpo
pata anterior
linha flanco abdominal
joelho perna
inserção da cauda ísquio
coxa
cauda
articulação do jarrete
metatarso
pata posterior
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